Rua Jovita, 580- Santana (Zona norte) - São Paulo-SP


Tel: (11) 2368-4278

e-mail: clinicaabreh@gmail.com

quarta-feira, 25 de março de 2015




E A PÁSCOA ESTÁ CHEGANDO!

PORTANTO, A CLÍNICA ABREH REALIZARÁ NESTE PRÓXIMO SÁBADO (28/03) DAS 11 HORAS ÁS 12 HORAS UMA OFICINA DE PREPARAÇÃO DE OVO DE PÁSCOA E MINI BROWNIES NO PALITO.
VENHAM FAZER PARTE DESTA FOLIA!
TODOS OS PAIS E CRIANÇAS ESTÃO CONVIDADOS.

SERÁ AQUI NA CLÍNICA.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Caminhada azul


Venha participar da segunda caminha em prol do autismo! 
A clínica Abreh está esperando por você para caminharmos juntos.



Como facilitar a visita da criança com TEA ao denstista

Procedimentos em consultório dentário


1° passo: antes de levar a pessoa ao consultório do dentista para os procedimentos dentários, trabalhar a temática em casa, explicar o que acontece no consultório do dentista, mostrar fotos e vídeos (se possível do dentista escolhido pela família), brincar de ser dentista em casa, tornar o evento da ida ao dentista algo mais previsível para a criança.


2° passo: no consultório, promover a gradual exposição e dessensibilização dos odores, sabores, texturas, sons e imagens de um consultório dentário.


3° passo: no consultório, permitir que a criança utilize objetos de conforto e/ou se beneficie da companhia de pessoas com quem se sinta segura.


4° passo: conhecer e brincar com o dentista durante a visita, sem pressa para iniciar o tratamento. O dentista poderia brincar de escovar os dentes!

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Facilitand​o a Escovação dos Dentes





Virando um leão


1° passo: Criar e aprofundar um vínculo relacional com a criança. Brincamos com a criança na brincadeira que ela gosta, do jeitinho que ela gosta e, gradativamente, oferecemos nossas contribuições às atividades dela, sugerindo variações divertidas e até novas brincadeiras que incluam interesses da criança.


2° passo: inserir a escova de dentes na brincadeira. A escova estará relacionada a uma ação motivadora. Por exemplo, você imita um leão algumas vezes e a criança gosta muito de sua ação (ação motivadora). Você continua a fazê-lo, mas adiciona a escova de dentes como motor de sua ação. Você pode escovar os seus próprios dentes e, então, virar um leão.


3° passo: a criança escova seus dentes e você vira um leão.


4° passo: a criança escova os próprios dentes e você vira um leão.


5° passo: você escova os dentes da criança e você vira um leão.


Se a sua criança não se interessar em ver você virar um leão, você pode oferecer outras ações motivadoras como virar um macaco saltitante, cantar as músicas favoritas dela, fazer cócegas ou massagem na criança, desenhar um trem ou avião para ela, sempre associando sua ação motivadora ao ato de se usar a escova de dentes.


Lembre-se de comemorar qualquer movimento da criança como uma tentativa de fazer o que você solicitou!


Você poderá ainda utilizar escovas com um visual divertido e pastas/substâncias com sabor agradável. Escovas elétricas ajudam em alguns caso.



Fonte: Inspirados pelo Autismo

Estimulando a Ingestão de Alimentos Novos

Atividade: O Cavalinho que Come Brócolis


Crie uma brincadeira interativa em que o papel da pessoa seja apenas observar você comendo o alimento. Enquanto você come, demonstre gostar do sabor da comida, do cheiro, da textura do alimento. Exagere suas reações.

Um exemplo de atividade interativa é: "Passeio de Cavalinho".

Você oferece à criança um passeio de cavalinho a carregando em suas costas.
O "cavalinho" fica cansado e com fome, precisando então comer deliciosos brócolis para ganhar forças e voltar a cavalgar. Você faz uma pausa, come os brócolis animadamente e volta a oferecer a ação motivadora de carregá-la pelo quarto.
Após vários ciclos de brincadeira em que você pausa e come os brócolis para voltar a cavalgar, se a criança continuar altamente motivada na interação, solicite que ela lhe ajude a comer, por exemplo, o ajudando a levantar o seu braço para que você leve os brócolis até a sua própria boca (boca do "cavalo"). Neste caso, ela não precisaria nem chegar perto dos brócolis ainda.
Quando a criança estiver respondendo à solicitação de forma consistente, aumente o desafio e peça que ela pegue os brócolis do prato e os coloque na boca do "cavalo" para ele ganhar forças e voltar a cavalgar.

Exemplos para aumentar o desafio da solicitação na atividade:

1. a pessoa aproximar os brócolis de seu nariz e do nariz dela para que vocês possam sentir o cheiro do brócolis antes de você comer;
2. a pessoa encostar os brócolis em seu próprio lábio (dar um beijinho no alimento) antes de oferecê-los para você comer;
3.lamber os brócolis e dar uma pequena mordida.

E assim por diante, até que ela esteja comendo o brócolis de forma divertida para você ganhar forças para cavalgar novamente.

Importante: O mesmo princípio pode ser aplicado em diversas brincadeiras. Cada comidinha pode levar você a oferecer uma ação motivadora diferente para a pessoa.

Fonte: Inspirados pelo Autismo

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Profissionais da Abreh representam Musicoterapia em Estande na REATECH 2013

As Musicoterapeutas Cristiane Amorosino e Priscila Borchardt, estiveram representando a Musicoterapia no primeiro dia da REATECH 2013 - XII Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade. o estande foi uma parceria de profissionais da área com a APEMESP - Associação de Profissionais e Estudantes de Musicoterapia do Estado de são Paulo. Agradecemos a todos que estiveram no estande com o desejo de revê-los nas próximas Feiras!

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Com 14 anos, gênio da matemática diz ter a sociabilidade de uma batata




O galês Cameron Thompson tem 14 anos e está estudando Matemática Aplicada na Open University. Em depoimento à BBC, ele fala sobre as dificuldades que enfrenta por ser um adolescente superdotado.
Aos 10 anos, ele participou de um concurso de matemática na internet. "Eu fiz 140 pontos em um teste com pontuação máxima de 140. Quebrei o sistema, acho que me saí bem", conta.
Mas ser um gênio da matemática tornou-se a identidade completa de Cameron e participar da vida escolar e fazer amigos acabaram sendo relegados ao segundo plano. "Tenho a sociabilidade de uma batata falante", ele admite. "A maioria das pessoas da minha idade me despreza. É assim há anos. Estou acostumado a ser ignorado".
As bases do sucesso acadêmico de Cameron foram abaladas pelo fato de que suas notas na Open University vêm caindo. Por conta disso, ele está entrando em pânico. No primeiro ano, suas notas foram altíssimas - 80% da pontuação máxima, algo que apenas 0,5% dos estudantes do curso consegue alcançar. Porém, em um trabalho recente, Cameron obteve apenas 72% da pontuação. Uma ótima nota para a maioria das pessoas, mas não o suficiente para garantir a distinção que ele deseja. "Estou com medo de não passar na Open University", ele diz. "Embora, tecnicamente, eu só devesse estar fazendo o curso daqui a cinco anos".

Recomeço

Embora Cameron consiga achar com facilidade as respostas para os problemas matemáticos, ele tem dificuldade em explicar como chegou a elas, o que diminui suas notas. Ele só poderá continuar o curso na Open University se conseguir melhorar sua pontuação.
Seus pais não têm certeza se a dificuldade do filho em explicar seu raciocínio se deve à sua idade ou ao fato de que recentemente ele foi diagnosticado como portador da Síndrome de Asperger, um tipo de autismo que ocasionalmente alia habilidade mental com problemas de comunicação. "Aparentemente, muitas pessoas com (Síndrome de) Asperger são realmente inteligentes", diz Cameron.  "Pessoas como Einstein e Newton, supostamente teriam (Síndrome de) Asperger".

A necessidade de melhorar suas notas no próximo trabalho preocupa Cameron. Mas a luta para se distinguir não é resultado de pressão dos seus pais e, sim, dele próprio. Para complicar a situação, o adolescente está entrando na puberdade. "Minha mão notou que eu tenho um bigodinho", ele explica.
Os Thompson vão mudar de casa e Cameron vai começar a estudar em uma nova escola. A família espera que o recomeço ofereça uma oportunidade ao adolescente de formar uma nova vida social. "Isso me dá uma chance de começar de novo", ele explica. "Eles acham que eu posso melhorar meu status social, em vez de ficar apenas lá embaixo".
"Se eu conseguir chegar ao meio, estarei menos sujeito a ser intimidado, pelo menos não fisicamente." O adolescente espera conseguir fazer amigos. Com isso, ele acha que vai sofrer menos intimidações e agressões físicas.

A dificuldade em fazer amigos está associada à Síndrome de Asperger. A mãe de Cameron disse que o filho não consegue decodificar sinais sociais. "Às vezes ele não tem o menor tato", ela diz. "Ele é uma criança adorável, faz tudo por todo mundo. Ao mesmo tempo, se por um lado às vezes falta a ele um pouco de percepção, por outro, ele é muito sensível".

Escolher a escola certa para Cameron foi de extrema importância, porque seus pais querem que ele desenvolva várias aptidões, não apenas a acadêmica. "Precisamos dar a ele um bom equilíbrio, temos de responder às suas necessidades emocionais e sociais e (permitir que ele) desenvolva uma ampla gama de habilidades", disse seu pai, Rod. A nova escola de Cameron se especializa em educar crianças com vários graus de autismo e sua professora, Enid Moore, está ansiosa para que ele leve seus estudos sociais a sério.
Ela enfatiza que não é suficiente ter diplomas - Cameron precisa aprender a se relacionar com pessoas de sua própria idade e a manter amizades. No primeiro dia de aula ele conheceu Tim, outro adolescente inteligente que também sofre de Síndrome de Asperger. Os dois têm interesses e problemas semelhantes, o que significa que podem dar apoio um ao outro nos momentos de dificuldade. Tim falou à BBC: "É incrível ter um amigo novo porque ele é divertido... e ele também gosta dos mesmos jogos de computador que eu.

Matemática Aplicada

Nesse meio-tempo, Cameron prossegue com seu curso na Open University. Ele quer terminar o curso aos 16 anos. Sua última prova teve um resultado um pouco melhor: 77% da pontuação máxima. Isso significa que ele pode continuar no curso, mas ele não está satisfeito."Eu esperava mais de 80%", ele diz.
O matemático Imre Leader, do Trinity College, em Cambridge, fez uma avaliação da habilidade matemática do adolescente. Ele sugeriu que Cameron diminua o ritmo um pouco e vá estudar matemática nas Universidades de Cambridge ou Oxford quando tiver 18 anos, com estudantes da mesma idade. Ele também recomendou que Cameron participe de cursos de verão com outros estudantes de matemática talentosos, vindos de outras escolas. Cameron diz que ainda pretende concluir o curso na Open University, mas conta que os conselhos do professor Leader lhe deram uma outra opção de vida.

"Ele me ensinou que você precisa ir mais além na matemática, não apenas à superfície, mas lá dentro, nas profundezas. E como ele disse, há outras pessoas como eu, grande habilidade matemática, vidas escolares ruins". Desde que completou 14 anos, Cameron vem se interessando por meninas. Recentemente, ele teve seu primeiro encontro com uma garota, desacompanhado dos pais.
"Comecei a me interessar por meninas há alguns meses", ele conta. "Comecei a gostar delas em vez de sentir repugnância por elas". Com uma nova vida social e munido de um plano para o futuro mais a longo prazo, Cameron parece estar conquistando, aos poucos, uma vida mais equilibrada e feliz.

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