Atendimento nas áreas de saúde mental, deficiência intelectual, transtornos do espectro autista e de aprendizagem, síndrome de Down, stress, depressão, dependência química, bem estar e relaxamento.
Rua Jovita, 580- Santana (Zona norte) - São Paulo-SP
Tel: (11) 2368-4278
e-mail: clinicaabreh@gmail.com
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quinta-feira, 2 de abril de 2015
ZECA, o robot que ajuda crianças com Autismo
Chama-se "Zeca", sigla para a expressão inglesa “Zeno Engaging Children with Autism”, e simula sentimentos como tristeza, alegria, surpresa e medo. Tem cerca de 60 centímetros e é transportável. O robot humanóide, produzido pela Hanson Robotics, foi desenvolvido pela Universidade do Minho (UM) para interagir com crianças autistas de forma a melhorar a sua interacção social e o sucesso nas tarefas realizadas.
A professora da Universidade do Minho e coordenadora do projecto, conta que o "Zeca" foi testado em cenário de jogo e que "as crianças participantes melhoraram os níveis de resposta, envolvimento e interesse na interação". "Exibiram mais comportamentos não-verbais e tiveram um desempenho significativamente melhor nas tarefas, quer na identificação e imitação das expressões faciais como na inferência dos estados afectivos de colegas", especifica.
Segundo a docente do departamento de Electrónica Industrial, o robot provoca "reacções bastante diversificadas nas crianças, e de um modo geral estas reagem de forma agradável devido ao aspecto de boneco e ao facto de falar e mexer os braços".
Em parceria com a Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental – APPACDM, em Braga, e financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia – FCT, o projecto de investigação, pioneiro em Portugal, já foi testado em várias escolas, clinicas e associações de Braga, Porto e Aveiro. A professora acrescenta que, de um modo geral, o suporte robótico influenciou positivamente a intervenção com estas crianças, quando comparadas com as que realizaram tarefas idênticas sem este robot.
Designada “Robótica-Autismo”, a investigação com início em 2009 no Centro Algoritmi e no Departamento de Electrónica Industrial da Universidade do Minho, é coordenada por Filomena Soares, juntamente com Cristina Santos, João Sena Esteves, Sandra Costa, Ana Paula Pereira (CiED – Uminho) e Fátima Moreira (APPAACDM).
Este projecto robótico-afectivo já foi alvo de quatro teses de mestrado, onde "foram usados robots da LEGO devido ao baixo custo mas em contrapartida menos versáteis", diz Filomena Soares, e um doutoramento, "onde já foi usado o Zeca", publicações em revistas internacionais. A equipa já recorreu de novo à Fundação para a Ciência e Tecnologia com o objectivo de prosseguir o estudo.
O autismo é um distúrbio neurológico que afecta um em cada 1000 indivíduos, sobretudo homens. Prolonga-se por toda a vida e evolui com a idade. O seu estado mental caracteriza-se fundamentalmente por uma forma particular de se situar no mundo, criando uma realidade para si mesmo.
Um inquérito realizado pela Federação Portuguesa de Autismo, divulgado em 2014 e que envolveu 301 famílias a viver em Portugal, revelou que 56% das crianças ou jovens com autismo toma medicação e 99% é acompanhado do ponto de vista médico. Em 40% dos casos, o diagnóstico foi feito por um pediatra do desenvolvimento, sendo que a maior parte dos diagnósticos foi feita no SNS. Ao nível do ensino, o estudo mostrou que 87% das crianças frequenta o ensino público, metade das quais num estabelecimento escolar que tem ensino estruturado, ou seja, uma resposta específica para o autismo.
http://www.publico.pt/sociedade/noticia/universidade-do-minho-cria-robo-que-ajuda-criancas-com-autismo-1691197
quarta-feira, 25 de março de 2015
quinta-feira, 19 de março de 2015
Caminhada azul
Venha participar da segunda caminha em prol do autismo!
A clínica Abreh está esperando por você para caminharmos juntos.
Como facilitar a visita da criança com TEA ao denstista
Procedimentos em consultório dentário
1° passo: antes de levar a pessoa ao consultório do dentista para os procedimentos dentários, trabalhar a temática em casa, explicar o que acontece no consultório do dentista, mostrar fotos e vídeos (se possível do dentista escolhido pela família), brincar de ser dentista em casa, tornar o evento da ida ao dentista algo mais previsível para a criança.
2° passo: no consultório, promover a gradual exposição e dessensibilização dos odores, sabores, texturas, sons e imagens de um consultório dentário.
3° passo: no consultório, permitir que a criança utilize objetos de conforto e/ou se beneficie da companhia de pessoas com quem se sinta segura.
4° passo: conhecer e brincar com o dentista durante a visita, sem pressa para iniciar o tratamento. O dentista poderia brincar de escovar os dentes!
1° passo: antes de levar a pessoa ao consultório do dentista para os procedimentos dentários, trabalhar a temática em casa, explicar o que acontece no consultório do dentista, mostrar fotos e vídeos (se possível do dentista escolhido pela família), brincar de ser dentista em casa, tornar o evento da ida ao dentista algo mais previsível para a criança.
2° passo: no consultório, promover a gradual exposição e dessensibilização dos odores, sabores, texturas, sons e imagens de um consultório dentário.
3° passo: no consultório, permitir que a criança utilize objetos de conforto e/ou se beneficie da companhia de pessoas com quem se sinta segura.
4° passo: conhecer e brincar com o dentista durante a visita, sem pressa para iniciar o tratamento. O dentista poderia brincar de escovar os dentes!
sexta-feira, 19 de julho de 2013
Facilitando a Escovação dos Dentes
Virando um leão
1° passo: Criar e aprofundar um vínculo relacional com a criança. Brincamos com a criança na brincadeira que ela gosta, do jeitinho que ela gosta e, gradativamente, oferecemos nossas contribuições às atividades dela, sugerindo variações divertidas e até novas brincadeiras que incluam interesses da criança.
2° passo: inserir a escova de dentes na brincadeira. A escova estará relacionada a uma ação motivadora. Por exemplo, você imita um leão algumas vezes e a criança gosta muito de sua ação (ação motivadora). Você continua a fazê-lo, mas adiciona a escova de dentes como motor de sua ação. Você pode escovar os seus próprios dentes e, então, virar um leão.
3° passo: a criança escova seus dentes e você vira um leão.
4° passo: a criança escova os próprios dentes e você vira um leão.
5° passo: você escova os dentes da criança e você vira um leão.
Se a sua criança não se interessar em ver você virar um leão, você pode oferecer outras ações motivadoras como virar um macaco saltitante, cantar as músicas favoritas dela, fazer cócegas ou massagem na criança, desenhar um trem ou avião para ela, sempre associando sua ação motivadora ao ato de se usar a escova de dentes.
Lembre-se de comemorar qualquer movimento da criança como uma tentativa de fazer o que você solicitou!
Você poderá ainda utilizar escovas com um visual divertido e pastas/substâncias com sabor agradável. Escovas elétricas ajudam em alguns caso.
Fonte: Inspirados pelo Autismo
Estimulando a Ingestão de Alimentos Novos
Atividade: O Cavalinho que Come Brócolis
Crie uma brincadeira interativa em que o papel da pessoa seja apenas observar você comendo o alimento. Enquanto você come, demonstre gostar do sabor da comida, do cheiro, da textura do alimento. Exagere suas reações.
Um exemplo de atividade interativa é: "Passeio de Cavalinho".
Você oferece à criança um passeio de cavalinho a carregando em suas costas.
O "cavalinho" fica cansado e com fome, precisando então comer deliciosos brócolis para ganhar forças e voltar a cavalgar. Você faz uma pausa, come os brócolis animadamente e volta a oferecer a ação motivadora de carregá-la pelo quarto.
Após vários ciclos de brincadeira em que você pausa e come os brócolis para voltar a cavalgar, se a criança continuar altamente motivada na interação, solicite que ela lhe ajude a comer, por exemplo, o ajudando a levantar o seu braço para que você leve os brócolis até a sua própria boca (boca do "cavalo"). Neste caso, ela não precisaria nem chegar perto dos brócolis ainda.
Quando a criança estiver respondendo à solicitação de forma consistente, aumente o desafio e peça que ela pegue os brócolis do prato e os coloque na boca do "cavalo" para ele ganhar forças e voltar a cavalgar.
Exemplos para aumentar o desafio da solicitação na atividade:
1. a pessoa aproximar os brócolis de seu nariz e do nariz dela para que vocês possam sentir o cheiro do brócolis antes de você comer;
2. a pessoa encostar os brócolis em seu próprio lábio (dar um beijinho no alimento) antes de oferecê-los para você comer;
3.lamber os brócolis e dar uma pequena mordida.
E assim por diante, até que ela esteja comendo o brócolis de forma divertida para você ganhar forças para cavalgar novamente.
Importante: O mesmo princípio pode ser aplicado em diversas brincadeiras. Cada comidinha pode levar você a oferecer uma ação motivadora diferente para a pessoa.
Fonte: Inspirados pelo Autismo
Crie uma brincadeira interativa em que o papel da pessoa seja apenas observar você comendo o alimento. Enquanto você come, demonstre gostar do sabor da comida, do cheiro, da textura do alimento. Exagere suas reações.
Um exemplo de atividade interativa é: "Passeio de Cavalinho".
Você oferece à criança um passeio de cavalinho a carregando em suas costas.
O "cavalinho" fica cansado e com fome, precisando então comer deliciosos brócolis para ganhar forças e voltar a cavalgar. Você faz uma pausa, come os brócolis animadamente e volta a oferecer a ação motivadora de carregá-la pelo quarto.
Após vários ciclos de brincadeira em que você pausa e come os brócolis para voltar a cavalgar, se a criança continuar altamente motivada na interação, solicite que ela lhe ajude a comer, por exemplo, o ajudando a levantar o seu braço para que você leve os brócolis até a sua própria boca (boca do "cavalo"). Neste caso, ela não precisaria nem chegar perto dos brócolis ainda.
Quando a criança estiver respondendo à solicitação de forma consistente, aumente o desafio e peça que ela pegue os brócolis do prato e os coloque na boca do "cavalo" para ele ganhar forças e voltar a cavalgar.
Exemplos para aumentar o desafio da solicitação na atividade:
1. a pessoa aproximar os brócolis de seu nariz e do nariz dela para que vocês possam sentir o cheiro do brócolis antes de você comer;
2. a pessoa encostar os brócolis em seu próprio lábio (dar um beijinho no alimento) antes de oferecê-los para você comer;
3.lamber os brócolis e dar uma pequena mordida.
E assim por diante, até que ela esteja comendo o brócolis de forma divertida para você ganhar forças para cavalgar novamente.
Importante: O mesmo princípio pode ser aplicado em diversas brincadeiras. Cada comidinha pode levar você a oferecer uma ação motivadora diferente para a pessoa.
Fonte: Inspirados pelo Autismo
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